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»Herpes genital: uso do preservativo é fundamental para impedir a transmissão. Por Excelência em Comunicação

A partir do momento em que entra no organismo, através do contato íntimo durante uma relação sexual, sem a proteção do preservativo, o vírus do herpes simples (HSV) se aloja na camada mais profunda da pele - a camada basal - de onde retira as substâncias necessárias para sua replicação. Em torno de dez ou quinze dias após a infecção, aparecem os primeiros sintomas da doença. “O primeiro sinal de que a pessoa está infectada é uma mancha avermelhada nos genitais externos, sobre a qual se forma um grupo de pequenas bolhas. Depois de alguns dias, elas se transformam numa ferida que cicatriza espontaneamente”, explica o urologista Ricardo de La Roca. Uma vez dentro no organismo, dificilmente o vírus será eliminado, porque se aproveita do material fornecido pelas células do hospedeiro para multiplicar-se e contaminar outras células, preferencialmente as raízes nervosas locais, onde após a erupção cutânea, retornam e ficam silenciosas até nova manifestação.

A multiplicidade de parceiros é um fator importante na história epidemiológica de como o vírus do herpes atua na transmissão, perpetuação e manutenção das lesões. “O vírus é transmitido quando do aparecimento das lesões cutâneas. Na fase de cicatrização, a contaminação é menor, mas estima-se que 15% das pessoas continuam eliminando o vírus e são potenciais transmissoras da doença”, adverte o médico.

Até algum tempo atrás, o vírus do herpes labial - herpes simples tipo 1 - manifestava-se somente na região da boca, do nariz e, às vezes, dos olhos e que a infecção pelo vírus do herpes genital - herpes tipo 2 - estaria limitada às regiões genital, anal e às nádegas. “No dias de hoje, a prática do sexo oral e de outras modalidades de relações sexuais favoreceu a infecção pelo vírus do tipo 2 nos lábios e do tipo 1 nos genitais”, diz o médico, que também é assistente estrangeiro da Faculdade de Medicina de Paris – Hospital de la Pitié-Salpetrière. Apesar de ser mais freqüente encontrar o tipo 1 nos lábios e o tipo 2 nos genitais, nada impede a presença de ambos tanto na região genital quanto na oral.

Lesões herpéticas

No caso do herpes labial, as lesões herpéticas podem aparecer após exposição solar intensa e, às vezes, se manifestam  em meio a episódios de diarréia, vômitos e febre, característicos da gastroenterocolite aguda. “Devido a esta simultaneidade de eventos: febre, diarréia e herpes labial ligado à perda de defesa, chamamos de febre intestinal as vesículas que aparecem nos lábios. São pequenas vesículas, como se fossem bolhinhas de água, que se distribuem em forma de buquê”, diz o especialista em Urologia.

Durante a primeira manifestação do vírus, que chamamos de primo-infecção, as lesões podem ser extremamente agressivas, porque o organismo reconhece o vírus como ‘um estranho’ e o sistema de defesa não está preparado ‘para este ataque’. “Conseqüentemente, as bolhas podem romper, sangrar e provocar alterações na cicatrização dos genitais. O mesmo acontece com o herpes labial. A primo-infecção nos lábios pode envolver a gengiva e provocar sangramento e infecções”, afirma o médico. As recidivas costumam ser mais amenas, porque o sistema de defesa já poderá desenvolver anticorpos e estará capacitado para fazer com que a doença seja autolimitante.

Ardor e prurido são sinais que podem anteceder às erupções cutâneas causadas pela herpes. O sintoma mais comum é o ardor, porque o vírus além de agredir as células da epiderme, transita pela bainha do nervo. “Em se tratando de herpes genital, esses sintomas podem manifestar-se na raiz da coxa e nas nádegas. Às vezes, surgem ínguas, ou gânglios reacionais inflamatórios, devido à presença do vírus”, afirma Ricardo de La Roca.

No homem, as vesículas da herpes genital costumam aparecer na haste do pênis e na glande e, às vezes, dentro do canal da urina, no meato uretral. “Nesses casos, além de dor e ardor no local da lesão, o paciente pode apresentar disúria




 
 
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