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Vamos confessar coletivamente, que é sempre mais alentador do que confessar sozinha e ainda ter que aguentar os olhares de reprovação: todas nós, mulheres, somos chatas de vez em quando. É um fato inevitável em algum momento da vida, ou em alguns momentos do mês. E, como tudo que não tem cura, o jeito é tentar diminuir a frequência do ataque e fazer com que cada surto de chatice dure o mínimo possível.

Eu, por exemplo, sou muito chata de vez em quando. Não sei se isso acontece com todas as fêmeas da natureza, não sei se as galinhas tem problemas de reviravolta na cloaca. Só sei que eu, às vezes, acordo com o ovo virado. E aí, dá-lhe reclamação.

Brigo com meu filho por qualquer meia jogada no chão, qualquer toalha molhada em cima da cama, fico brava com minha filha pequena e pego no pé do meu marido. Felizmente, fica no âmbito familiar. Não chateio ninguém publicamente nem no trabalho porque minha chatice é um privilégio dos que convivem na minha intimidade. Tadinhos.

Quando fico chata eu implico com tudo, dou palpite sem ser chamada e uso meus argumentos apenas para impedir que os outros sigam seus caminhos de forma suave e fluida. Emperro como um jegue e fico totalmente irritadinha. Uma coisinha pentelha, é como eu fico.

Graças à todos os deuses do Olimpo, dura pouco e acontece com pouca frequência. Porque...minha amiga... acredite: tem mulher que é chata sempre. Sempre, todo dia, o tempo todo, em qualquer situação. E não tem ‘job description’ da chata. Ela pode ter qualquer atividade, qualquer formato. Eu conheço algumas e posso afirmar, os homens não suportam esse tipo de mulher, nem quando são gostosas.

Outro dia, convivi com uma dessas lindas e chatas, que se acham e não tem a menor percepção do quanto são insuportáveis. Ao contrário, por serem bonitas e terem noção de que estão com tudo em cima, acreditam que têm licença poética e métrica para liberarem a personalidade nojentinha.

Como elas agem? Simples. O primeiro sintoma: perguntas. Elas perguntam tudo, entram na sua intimidade, mas sempre com o objetivo de falaram delas mesmas. Aliás, esse é o único assunto que realmente interessa a elas. Quando falam de si, dizem coisas como “eu sou o tipo da pessoa que..”, elogiam a si mesmas e adicionam “modéstia à parte” e, a cada duas afirmações, mandam um “tá?”, para pontuar o discurso.

A chata acha que faz tudo bem, que todos os seus problemas são essenciais para o mundo, que a bolsa lilás que comprou para combinar com seu tamanco de seis andares é a novidade mais eletrizante do planeta. Dramatiza tudo ao extremo, fala pegando no braço, confidencia coisas para arrancar segredos e tem certeza de que nenhum homem resiste a ela.

Bobagem. Os homens detestam as mulheres chatas, as que cobram muito, as que opinam o tempo todo, as que fazem cara feia, que emburram, que ficam de bico, que se ofendem. O curioso é que as mulheres também não suportam as colegas que agem assim.

E qual é a vantagem de ser chata, então, já que o esporte é tão praticado? Nenhuma. Não há vantagem nenhuma. A longo prazo, por mais lindas e gostosas que sejam, o parceiro arruma outra, só para vingar a chatice a que é submetido e ter um momento de paz.

E como as chatas sobrevivem? Da educação das pessoas. Ninguém tem coragem de chamar a chata de chata, de avisar que ela não está agradando, de cortar relações com base na chatice alheia.

E assim, a gente vai evitando a chata, entrando no banheiro para se esconder quando ela nos procura, deixando o celular tocar quando reconhecemos o número dela no olho mágico, e pedindo licença para ir urgente até o poste da esquina quando ela nos aborda.

Muito mais por pena do que por simpatia, quando a chata faz aniversário, damos os parabéns e disfarçamos nosso constrangimento quando ela nos abraça e chora









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