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É incrível como a televisão pode ser usada para promover a cultura, o bem, a paz, o entendimento. É incrível como tão pouca gente faz esse uso das concessões de tv, num mundo onde o interesse comercial e a promoção pessoal imperam.

Feito o protesto, o texto.

Vi outro dia um documentário em algum canal a cabo mostrando a revolução que uma diretora de um presídio da Índia promoveu ao implantar um sistema de cursos de dez dias de "Vipassana', palavra até então desconhecida para mim.

Assisti tudo, pesquisei na web, visitei o site (www.dhamma.org) e não vejo a hora de fazer o curso.

O que é esse curso, o que é Vipassana, e por quê fiquei tão entusiasmada?

Vipassana é uma técnica de meditação em que a pessoa fica, por dez dias, em silêncio, em contato consigo, meditando, e que traz entre outros resultados, uma diminuição imediata de todo nível de violência. Os presos mais perigosos, assassinos, criminosos e demais sinônimos, fizeram o curso e a mudança era nítida até em suas faces.

No site, encontrei alguns ítens de sabedoria que imediatamente copiei à mão em pequenos post-its e colei no meu PC de trabalho. Como os três itens que compõem a Vipassana:

- sila, a conduta moral
- samadhi, concentração mental
- panna, sabedoria do insight

E a melhor de todas, as três causas do sofrimento, para anotar na agenda:

- compulsão
- aversão
- ignorância

E onde estão esses males na nossa vida? Em todo lugar onde os olhos alcançam e a consciência emana. A compulsão pela comida, pela privação de comida, pelo sexo, pela religião, pela moda. A compulsão é o descontrole e todos nós sabemos bem o que é. A aversão não faz tanto sucesso como a compulsão, é mais velada. Não temos muita coragem de dizer o que nos causa aversão e muito menos temos energia para tratá-la. É dessa aversão por tudo que não é 'eu' ou 'nós', que surge o preconceito, a crueldade. Somos cruéis com tudo que nos causa aversão.

Por último, a ignorância. Não apenas aquela que “astravanca o pogresso” e que causa “pobremas”. A ignorância como aquele muro que não queremos pular, a parede que colocamos no lugar da porta, a couraça que usamos para envolver o coração e blindar os sentimentos.

Para ser feliz e não sofrer é preciso colocar o corpo, a mente e o espírito a serviço do mundo. Estar disponível para os outros e aberto para os acontecimentos. É preciso deixar que a energia vital flua através de nós.

Não sei se tudo isso é Vipassana, mas é incrível como um bom documentário pode acender uma chama apagada dentro da gente.









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