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Maniqueísmo. A palavra nos espanta, no dia em que somos apresentados a ela, porque sua sonoridade nos parece tão distante e, no entanto, fala de uma coisa que conhecemos desde que nascemos. Distante mesmo, porque esta doutrina filosófica vem do persa, Mani ou Manes, século III, sobre a qual foi criada uma seita religiosa que diz que o Universo foi criado por dois princípios opostos, o bem e o mal. Deus representa o bem absoluto e o Diabo representa o mal absoluto. Assim, um maniqueísta é um adepto desta doutrina, que acredita que tudo se divide na luta do bem e do mal.

A luta do bem e do mal, presente em quase todos os roteiros de tudo que o homem já escreveu, de tragédias Gregas a desenhos animados, de novelas venezuelanas a filmes de ação, é um bom ponto de partida pra gente entender o mundo. Dizem que é uma teoria muito simplista, mas vamos operar na simplicidade mesmo.

E vamos reconhecer o bem como o amor. O amor é uma energia que se espalha, como uma nuvem fina, um campo tênue e infinito. Invisível, porém, perceptível. Ao contrário da paixão, que tem a intensidade do mal. Mata-se pela paixão, não por amor. Vale aqui o velho "quem ama não mata" e se mata, não ama. O bem é assim, poderoso por ser infinito e por alcançar qualquer ponto do universo.

O mal, não. O mal não tem alcance, mas tem energia de arranque. O mal ganha do bem nos cem metros rasos, mas perde na maratona. O mal é um pulso, um impulso. É o ódio que a gente sente subitamente, que nos faz o sangue subir às faces, é o urro, o grito, o ataque. O mal, graças a Deus é imbecil, porque se não é delatado, trai a si próprio.

Não é fácil lidar com o mal, nem um pouco. Porque o primeiro jogo do mal é contaminar o bem. O mal sai em busca de novos adeptos, quer converter o bem para sua doutrina. O bem, não. O bem não se vende. O bem ilumina o outro. Quando o mal converte alguém, ele ainda pode mudar. Quando o bem ilumina, esse, não volta ao mal.

O problema do mal é que sendo de curto alcance, tem uma energia desgraçadamente forte. Num pequeno intervalo de tempo, o mal faz um estrago. É o boato que se alastra como fogo no mato seco, e a calúnia que detona a vida. A maior diferença, sobretudo é o que o mal é mundano e o bem, divino.

Quando você perceber que o mal está diante de você, não reaja, não se debata, porque o mal vive do seu medo. Apenas deixe que seu olhar calmo o reconheça. Não o contrarie, não dê nada a ele de si mesma. Não o alimente. Acima de tudo, nunca tente combater o mal com o mal. Ele sempre vai sair triunfante e mais forte.

Faça sempre o bem. E quando não puder, não faça nada. O mal não vai acabar, mas um dia, vai se tornar ridículo.









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