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O título é só uma provocação; ninguém aqui vai defender o "uso" das mulheres naquele sentido degradante que arrasa o ego e dá dor nas costas. O uso ou, no caso, o sub-uso é profissional mesmo. Estou estarrecida com o número de mulheres que falam comigo e confessam a mesma dor: a de ganharem pouco, trabalharem muito com coisas tolas e a falta de reconhecimento e espaço para seus verdadeiros talentos.

Em resumo, o poder ainda está nas mãos de um certo tipo de homem que reúne três características distintas numa combinação fatal: são ambiciosos, inseguros e... corruptos.

A corrupção não é uma doença masculina, mas chegou até ele como atalho para o sonhado poder. O poder tem significados diferentes para o macho e a fêmea, sendo que ele busca sempre ampliar seus territórios e ela, busca a segurança de sua cria. São visões bem distintas e de imediato, fazem com que a vida masculina tenha horizontes mais amplos do que a da mulher. Este é um erro de visão. O homem tem, sim, um horizonte espacial mais amplo, mas é tão amplo quanto a visão temporal da mulher. Ele cuida da terra, ela, do futuro.

Essa mulher que cuida da família, de si mesma, que tem amor pela humanidade, compaixão pelos que sofrem e espírito de luta para combater as injustiças, é sempre a primeira vítima da injustiça do homem cruel. Nos cargos de chefia, esse homem sem escrúpulos prefere comer a mocinha bonita e vazia, contratar puxa-sacos incompetentes e, embora aceite conviver com a mulher talentosa, ele não permite que ela faça nada que mostre seu potencial. Por uma razão: medo.

Tenho conversado com várias mulheres inteligentes, talentosas, que não conseguem um bom salário, uma promoção, ou novos desafios profissionais porque alguém acima teme seu potencial. Ele não acha que ela QUER pegar o seu lugar, mas acha que ela PODERIA. E nesse caso, certamente faria melhor o papel que hoje ele faz. E diante do perigo de perder território o macho reage como pode. A dentadas, pauladas e cacetadas. Ou canetadas.

O que fazer, então? Primeiro, não entrar em pânico. Segundo, não ter medo do futuro e das mudanças. Terceiro, traçar um plano estratégico para realizar esta guinada, que como sabemos, é de 180 graus.

Esse plano deve ser feito com perguntas de toda natureza, como as consultas com médicos homeopatas. Quanto você precisa para viver de forma decente, para comer bem, viajar de vez em quando, poder ir à uma banca de revistas ou uma loja de CD sem passar por privações? O que você sabe fazer hoje, que conhecimentos você tem, o que você está pronta para aprender? Avalie o seu patrimônio cultural, o seu conhecimento, suas vantagens e características. Você é uma pessoa divertida? Extrovertida? Um artista? É racional? Emocional? Rápido? Lento? Tudo conta, tudo tem um valor de mercado. É só você achar o tipo de trabalho exato. Claro, e conseguir chegar até essa vaga. Mas isso vem, quando a gente emana as ondas certas do desejo consciente, o destino afina o radar...

Ser infeliz é ser uma bailarina e não poder dançar. Ser engraçada e não poder rir. Ser tímido e ser obrigado a enfrentar o público. Ser infeliz é, sobretudo, viver abaixo do seu próprio potencial e não poder exercer os seus dons. Tudo quer existir. Tudo o que é vivo quer perpetuar-se. E toda criatura quer ser o que é.

No caso do ser humano, ser feliz é poder exercer seus dons divinos. À luta, companheiras!









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