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A vagina está em alta, mesmo ficando mais pra baixo, há algum tempo.

As feministas americanas lançaram em 98, o V-Day, chamado "Vagina's Day" ou Dia da Vagina, que coincide com o dia de São Valentino, 14 de fevereiro, o dia dos namorados na América do Norte. Por causa da inicial, era chamado de V-Day, as feministas apropriaram-se do V para lançar também o dia da Vagina, um dia de repúdio a toda violência usada contra a mulher.

Tudo começou em 97, quando Eve Ensler, escreveu "Os monólogos da Vagina" grande sucesso "off Broadway" que acabou sendo montado e encenado por grandes atrizes como Winona Ryder, Glenn Close, Calista Flockhart, Whoopi Goldberg e Rosie Perez.

A montagem da peça deu certo também no Brasil, com a tradução de Miguel Falabella, mas algumas brasileiras devem ter interpretado mal o “Vagina's Day” e acharam que era "Vagina? Dei! " Cada um dá o que pode, o que quer, o que tem e o que os outros aceitam.

Esse é o ponto. E não é o ponto G. Para que duas pessoas transem, copulem, façam amor, sexo, o que for dar tem que saber que o que for comer tem que querer tanto quanto. Deu pra entender? Ou nem precisou?

Vamos mais fundo: acabou-se o tempo em que os homens não podiam dizer não. Muitas mulheres valeram-se deste expediente e comeram os homens praticamente à força, por coação, assim como os homens fizeram durante tanto tempo (e ainda fazem, dependendo da cultura) com as mulheres.

Tenho visto meninas bonitas passando cantadas deliberadas em homens, só porque se acham irresistivelmente comestíveis. Elas não aceitam um não e, quando recebem um, duvidam da masculinidade do rapaz, expõem-no ao ridículo público, como forma de vingança.

A mulher devoradora, que acha que pode comer qualquer um só porque tem um corpo bacaninha, é a equivalente moderna da bruxa malvada, a madrasta da Branca da Neve. Só pensa em si, no seu espelho, na sua beleza. E é capaz de mandar arrancar o coração de qualquer outra que lhe pareça mais bela.

A autora dos “Monólogos da Vagina” escolheu o Rio de Janeiro para começar sua pesquisa, por ser esta uma das cidades onde as mulheres mais fazem cirurgias plásticas para modificarem seus corpos. Ela considera isso uma aberração, uma loucura, uma total falta de aceitação em relação ao próprio corpo, apenas com o intuito de usar suas formas como arma de sedução.

No meio da pesquisa, encontrei uma coisa grosseira e engraçada publicada na revista "Elle". Participar dos monólogos comentando seu drama pessoal, o fato de ter um púbis muito alto, protuberante sob um biquíni. Conta ela que um dia na praia, um homem passou e gritou: "E aí, capô de fusca!"

Se você quiser pensar no assunto, refletir sobre o assunto, duas recomendações: assistir ao filme “Tomates Verdes Fritos”, que é lindo, e se não tem ligação necessariamente direta com a vagina, tem com a condição feminina, e ler o livro “Kama Sutra”, mesmo sem ilustrações, que descreve as relações ideais entre homens e mulheres de acordo com o tamanho de sua ioni (vagina) e liga (pênis). Não existem vaginas grandes ou pênis pequenos, é tudo questão de acertar o parceiro.

Na vida e no sexo, vale o ditado que diz, que para cada pé há um chinelo certo. E quem quiser viver descalça, ou de bota, ou sapato, tem que ter liberdade também.

A Vagina é livre. Só não V, quem não quer.









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