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Depois do machismo, do feminismo, surgiu o masculinismo, que poderia ser resumido através do slogan “homem também chora”.

Não vale contar o Rubinho Barrichello, porque a gente já sabe que ele chora pra valer. Não faltaram fotos em jornais e replays na televisão. Também não valem momentos de extrema emoção, porque aí até a estátua da liberdade é capaz de derramar lágrimas e apagar a tocha.

O que está sendo pesquisado por psiquiatras e psicólogos é a insegurança gerada no homem com a independência conquistada pelas mulheres. Os homens estão um pouco perdidos. Não sabem se devem casar, ficar sozinhos, voltar pra casa da mãe. Não sabem se a culpa de todos os problemas é deles mesmos ou da família. Perceberam que ter um carro novo, dinheiro aplicado e malhar na academia não garantem uma vida feliz.

Além disso, os homens separados têm dificuldades de relacionamento com as ex-esposas, sentem-se culpados pela falta de proximidade com os filhos e, se tiverem alergia à silicone terão poucas chances de arranjar uma namorada nova. Pior ainda para o que tem dificuldade em escrever porque nesse caso, nem chat pela Internet ele emplaca.

Acostumado a ser o chefe da família, o macho provedor, o rei da cocada preta, o bam-bam-bam da empresa, o novo macho não sabe qual seu novo papel no mundo.

Diante de tantas dificuldades e incertezas, ao invés de puxar a cadeira pra agradar a moça, resolveram sentar na poltrona do analista para contar suas fragilidades e chorar a cada consulta. Muitos profissionais da área viram suas agendas antes preenchidas por mocinhas inseguras e senhoras mal amadas, com garotões, homens de meia idade e senhores da terceira idade.

Nós, mulheres, temos grande participação no masculinismo. Como mães, temos a mania de entregar tudo de bandeja para os filhos e depois, cobramos deles independência. Como namoradas e esposas, somos controladoras e depois, queremos que nosso homem domesticado se comporte como os galãs das aventuras de cinema.

Talvez as lágrimas masculinas sejam o sinal exato que precisávamos, o alerta pra que homens e mulheres cheguem juntos à conclusão final: somos todos humanos, temos todos as mesmas fragilidades e dificuldades. E, ao invés de procurarmos eternamente o complemento forte para nossas fraquezas, talvez possamos encontrar a grande força na união de esforços. O ditado é velho, mas a união, faz a força!









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